Final de ano, não tive tristezas. Só alegrias, apesar de ter sido traída por uma panela de arroz: Desliguei-a antes do tempo e o marido-cozinheiro ficou um pouco alterado, saiu de casa e voltou sem saber o que lhe tinha passado. Hehe… É cansaço no corpo e na mente, gente.
Foi um mês super atribulado, cheio de responsabilidade em reabrir um negócio de 30 anos que estava fechado e desacreditado há 6 meses. Os sócios estavam anciosos e o presidente quase em pânico sem saber o que iria passar, entregando as chaves e o contrato para as nossas mãos.
Foi um período difícil de trabalho de obras, de dinheiro para investir, de compreensão, entendimento, inauguração, conhecimento dos clientes, apresentação do nosso trabalho ao público, trato pessoal, e agora, o “manter” a qualidade de trabalho e assiduidade dos mesmos.
No final do ano, tivemos que fechar as portas por dentro por não caberem mais ninguém e por não ter mais comida para servir. Os grupos que se acercavam eram demasiado grandes e preferimos não arriscar a dizer “já não há” para o que fosse.
Estou super agradecida ao nosso funcionário Francisco (Fran), por ser responsável, trabalhador, limpo, assiduo, educado e amigo. Ao meu marido Paulo, que com seus petiscos saborosos, já conquistou o estômago dos espanhóis, sem nunca esquecer que quem estava ao seu lado era a sua própria mulher e que de vez em quando, em meio ao trabalho, me piscava um olho ou me dava um beijo no pescoço… Ai que bom…
Agradeço à minha amiga Telma, que com sua paciência, tem me dado uma mãozinha na limpeza do lugar e mais coisas do que possam imaginar. Obrigada ao nosso amigo Filipe Feliciano, que sabe bem qual foi o seu papel nesta odisséia. À empresa MM Cafés, que a pessoa do Mário Marques, nos ajudou em tudo aquilo que foi necessário para abrir a casa com os equipamentos de hotelaria. Aos meus amigos Paqui e Javier que colocaram uma gama enorme de vinhos, e que fizeram dela uma Cafetaría de requinte e bom gosto no paladar vinícola… E também agradeço a todos os amigos que nos apoiaram antes, durante e depois.
Obrigada à minha família brasileira, que o quanto puderam, me ajudaram financeiramente. Obrigada à minha amiga Cris (USA) que me fraseou no Brasil à beira mar (em Morro de São Paulo), “Amiga, se você está sentindo este impulso de que sua sorte está em Espanha, largue tudo e vá!”.
Agradeço também ao Presidente e ao Secretário do Real Aeroclub de Badajoz, por terem confiado em nós, mesmo sem saber de nossa experiencia.
Não se arrependerão jamais!
Um beijo grande a todos vocês, amigos do Pequeno Milagre, que me ajudaram a descansar meu corpo e mente, enquanto lia poemas, relatos e estórias maravilhosas.
Obrigada ao pai do céu!…