Aristides de Sousa Mendes
A 16 de Junho de 1940, Aristides decide entregar um visto a todos os refugiados que o pedirem: “A partir de agora, darei vistos a toda a gente, já não há nacionalidades, raça ou religião“. Com a ajuda dos seus filhos e sobrinhos e do rabino Kruger, ele carimba passaportes, assina vistos, usando todas as folhas de papel disponíveis. Emitiu cerca de 30.000 vistos a refugiados de todas as nacionalidades que desejavam fugir da França em 1940, ano da invasão da França pela Alemanha Nazi na Segunda Guerra Mundial
Confrontado com os primeiros avisos de Lisboa, ele terá dito: “Se há que desobedecer, prefiro que seja a uma ordem dos homens do que a uma ordem de Deus“.
Este homem era português mas seu coração não conhecia nacionalidade, conhecia homens e mulheres que queriam viver…
A 8 de Julho de 1940, Aristides voltou para Portugal. Foi punido pelo governo de Salazar. E viu-se privado, mesmo sendo pai de uma família numerosa, do seu emprego diplomático por um ano, teve seu salário reduzido à metade antes de ir para a reforma, perdeu o direito de exercer a profissão de advogado e a licença de condução emitida no estrangeiro foi retirada. O cônsul demitido e sua família sobreviveram graças à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa.
Aristides de Sousa Mendes faleceu muito pobre a 3 de Abril de 1954 no hospital dos franciscanos em Lisboa. Não possuindo uma roupa própria, foi enterrado numa túnica de franciscanos.