11.01.2007 - Dia seguinte de um desentendimento com o meu marido.
Sonhei que estava dormindo e quando acordei no sonho, tinha conduzido até a casa da minha cunhada e não me lembrava do caminho que tinha pecorrido.
Meus cunhados me receberam bem e convidaram-me para entrar e sentar no sofá. Eu tinha uma bota calçada e levava outras parecidas na mão. Fiquei durante muito tempo perguntando a eles e a mim mesma de quem eram as botas e ao mesmo tempo indagando-me porque razão eu as tinha levado para lá se afinal já tinha umas calçadas. Levantei as botas para ver a sola, não sei porque, e vi que estavam estragadas. Encostei-as ao meu lado no chão, pedindo que não me deixassem esquecer pois só tinha aquelas duas botas para calçar.
Entrou na casa deles uma empregada da limpeza com duas caixas grandes de coisas para arrumar. Dava idéia que eram panos, brinquedos e não percebi mais o que.
Eu e minha cunhada levantamos e fomos para a varanda que dava vista para um jardim. Momentaneamente parecia uma varanda comunitária, pois passaram outras quatro mulheres, colegas de trabalho que se dirigiam para o outro lado da varanda que apanhava mais sol. Eu conhecia uma delas, mas ela não falou comigo. Fez de conta que não me conhecia. Enquanto conversávamos, passou um vento muito forte e pareceu-me que tinha balançado uma pedra grande que havia no jardim. Em baixo da pedra, saia uma planta alta e com o vento e o movimento da pedra, pareceu-me que a planta tinha puxado as suas raízes. Chamei a atenção da minha cunhada e ela começou a observar o que eu tinha visto, mas com pouco interesse. Mais uma vez o vento soprou forte e a planta fez mais um esforço e conseguiu escapar do peso da pedra e com suas raízes fortes, apesar de ser uma planta muito delgadinha, conseguiu correr pelo jardim afora, parecendo aos olhos de alguns que foi apenas o vento que a arrancou, mas eu via as suas raízes correrem como gente, pé ante pé. Fiquei a observar sempre chamando a atenção da minha cunhada e nós duas vimos que a planta tinha conseguido chegar próxima ao muro e se auto-plantou. Vi que depois de tamanho esforço, a planta tinha posto seu tronquinho encostado a ele, como se estivesse a descansar. Continuanos a observar e ficamos a admirar como as coisas pareciam obras da nossa imaginação. Entretanto a imaginação ou realidade neste sonho, não parava de manifestar-se. Vi uma pedra, quase em forma de um homem rude, a gesticular em frente a planta e encostar-se a ela como se a quisesse esmagar. Depois veio mais uma e outra pedra, todas com forma de homem e estava vendo que se tratava de uma espécie de castigo e ameaças seguido de estrupo. As pedras em forma de homem, estrupavam a plantinha… Eu não resisti e fui com a minha cunhada para ajudar aquilo que estávamos vendo. Agarrei em uma pedra não muito pequena e atirei contra as pedras que estavam a encobrir a planta. Vi que a minha pedra apanhou a cabeça do primeiro estrupador, e como os outros continuavam o acto, peguei outra pedra, que já me parecia pesada demais para ser atirada e joguei contra as outras pedras em forma de homem. Estava super aflita para salvar a planta, e neste momento tudo desapareceu, e no lugar do acto de violência da natureza, vi uma mancha no muro como se fosse sangue a escorrer na parede, exactamente no lugar que a plantinha tinha se encostado. Falei com a minha cunhada e perguntei se ela viu o que eu vi. Ela disse que sim e que achava que a planta ainda estaria ali, mas por encantamento ou talvez por terem sido descobertos, ficaram invisíveis. Neste momento, vimos sair do muro vários pontos de água, como se fosse um jardim preparado para isso, e com a água limpa a escorrer, o sangue que vimos foi retirado pela água. Acordei!